
O fim de Vingadores: Ultimato significou também o fim de Thanos como grande um vilão do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), já que ele foi transformado em pó e removido de todas as realidades junto com todo o seu exército e o sacrifício de Tony Stark. Com isso, dois “buracos” foram criados no UCM: nós não temos mais um “supergrupo” (ainda que os Vingadores devam continuar existindo com outra formação, já explicamos em outra matéria sobre o porquê de, sem o Capitão América original e o Homem de Ferro, o grupo não terá a mesma importância) nem um vilão.
Desde as cenas pós-créditos do primeiro Vingadores, a Marvel já deixou claro que o grande vilão de seus filmes era o Titã Maluco e que todos os eventos de seus filmes apenas aproximavam os heróis da franquia da batalha pelo destino do universo contra ele. Mas, agora que Thanos já não existe mais, quem poderia assumir o posto de grande vilão do UCM?
Trazemos aqui alguma opções de vilões que possuem poder e reconhecimento suficientes para serem o próximo “malvadão” do universo Marvel, mas já deixamos claro: todas as possibilidades levantadas aqui são suposições sem nenhuma base, já que a Marvel tem feito segredo total sobre os seus planos para o futuro dos filmes. Assim sendo, o possível próximo grande vilão da Marvel nos cinemas pode ser:
Essa é, talvez, a escolha mais óbvia para próximo grande vilão do UCM, já que seria uma evolução natural — nos quadrinhos, Galactus é uma das poucas ameaças cósmicas mais perigosas do que Thanos, além de ser um personagem bem conhecido até mesmo por aqueles que não são especialistas nos quadrinhos da editora.
Também conhecido pelo apelido “Devorador de Mundos”, Galactus é uma entidade cósmica que viaja pelo universo destruindo planetas, “alimentando-se” deles. Como a Disney parece estar cada vez mais apostando em aventuras cósmicas — além dos Guardiões da Galáxia, a próxima fase da empresa também deverá ter várias participações da Capitã Marvel e a já confirmada presença dos Eternos —, Galactus se adequaria como uma luva, já que é possivelmente a criatura mais poderosa de todo o universo. Além disso, ele também é um vilão clássico do Quarteto Fantástico, e se a Disney tiver o interesse em levar o grupo para as telonas após garantir os direitos sobre eles com a compra da Fox, a ameaça de Galactus pode ser um bom ponto de partida para introduzi-los no UCM.
Os poderes de Galactus são muitos e se equiparam aos de Thanos com a Manopla do Infinito (teletransporte, manipulação de matéria, controle de mentes, destruir e recriar planetas inteiros, etc,etc e etc) com a diferença de que ele é um gigante de armadura — e gigante nos padrões cósmicos, já que Galactus é capaz de esmagar um planeta do tamanho da Terra usando apenas dois dedos, equivalente a um humano esmagando uma formiga. Então, se a Marvel quiser elevar ainda mais o grau de perigo que seus heróis precisam enfrentar após derrotarem Thanos, Galactus é uma escolha bem óbvia.
A aquisição da Fox pela Disney permite que a empresa introduza ao seu universo cinematográfico novos heróis e vilões que antes não eram impossíveis de serem usados — mais notadamente, os personagens relacionados aos X-Men e ao Quarteto Fantástico, cujos direitos pertenciam à Fox. Assim sendo, é quase certeza que o UCM irá introduzir um dos maiores vilões dos quadrinhos — e que tem potencial para ser o próximo grande “malvadão”: o Dr. Destino.
Ainda que o alter-ego de Victor Von Doom não seja uma ameaça cósmica como Thanos, ele é uma ameaça perigosa o suficiente para exigir que diferentes heróis se juntem para enfrentá-lo, sendo um inimigo clássico não apenas do Quarteto Fantástico, mas também dos Vingadores.
Os poderes do Dr. Destino são meio que uma mistura dos do Homem de Ferro com o Dr. Estranho, sendo um gênio da ciência capaz de construir qualquer tipo de equipamento cibernético e robótico, mas também possuindo habilidades mágicas, conseguindo abrir portais, controlar mentes, se tornar imune aos poderes de qualquer herói e até mesmo trocar de corpo com alguém apenas pelo olhar (manobra que sempre usa para fugir de prisões e evitar ser morto). Tais habilidades fazem dele um vilão fenomenal e alguém que pode facilmente ser, assim como foi Thanos, tanto uma ameaça brutal em si quanto alguém inteligente o suficiente para controlar eventos e coordenar ataques aos Vingadores (ou qualquer novo grupo de heróis que a Marvel nos apresente) nos bastidores, sem que ninguém desconfie de seus planos.
O uso do personagem faria sentido como um “Thanos 2”, um inimigo mais ou menos com os mesmos poderes do antigo vilão da Marvel e com planos mais mirabolantes — invés de matar todo mundo, algo mais para o lado de dominar o planeta. Além disso, assim como Josh Brolin era um ator bom o suficiente para fazer com que Thanos parecesse um personagem complexo, se a Marvel trouxer de volta o Mandarim, Ben Kingsley é um ator ainda melhor e pode facilmente vender esse vilão como um dos mais poderosos já enfrentados pelos heróis — principalmente quando se torna ainda mais difícil tirar os poderes mágicos dele do que os de Thanos, já que seriam necessários remover dez anéis, e não uma manopla. As chances são pequenas, mas uma volta triunfal do Mandarim ao UCM como um personagem mais próximo daquele dos quadrinhos pode ser um modo de lembrar a todos que, mesmo fora de ação, o Homem de Ferro continua sendo um herói importante deste mundo.
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